Sintomas da Menopausa

menopausa é um processo que todas as mulheres irão sofrer a dada altura da sua vida. Devido à falência dos ovários, pela diminuição da produção da hormona estrogénio, irá ocorrer a interrupção da libertação mensal de um óvulo (ovulação). Este processo, irreversível, tem obviamente efeitos relevantes na vida de uma mulher. Neste artigo iremos explicar o que é a menopausa, como ocorre, que sintomas provoca, como diagnosticar e tratar. Por fim, abordaremos ainda alguns cuidados a ter nesta fase da vida.

O que é a menopausa

O termo menopausa é muitas vezes usado erradamente para designar uma determinada fase da vida da mulher. Menopausa é simplesmente o termo que indica a última menstruação da mulher. Pelo contrário, quando se diz que a mulher “está na menopausa”, referindo a essa fase pré ou pós essa última menstruação, na realidade, o termo correto para essas fases é climatério pré-menopausa e climatério pós-menopausa.

O climatério é assim a fase da vida da mulher em que há uma transição entre o período fértil para o período não fértil ou não reprodutivo. Esta transição é provocada pela redução significativa da quantidade das hormonas sexuais, estrogénio, produzidos nos ovários.

Assim, a menopausa é o fim das menstruações, e caracteriza-se fisiologicamente pela redução progressiva do funcionamento dos ovários. Estes órgãos têm como função libertar um óvulo de mês a mês (ovulação) e produzir estrogénio. A diminuição da produção de hormonas sexuais é geral em todas as mulheres, e começa a ocorrer aproximadamente a partir dos 40 anos.

Esta redução terá como consequência a transição gradual para a fase não fértil da vida da mulher. A menopausa marca essa passagem. O período após a menopausa denomina-se climatério pós-menopausa.

A partir do momento em que se inicia a redução da produção das hormonas sexuais estrogénio, o organismo fica exposto a níveis de estrogénio abaixo do normal. Esta condição designa-se por hipoestrogenismo. É esta condição que define como serão os sintomas na menopausa.

Se essa condição se instalar de forma rápida e intensa, então também os sintomas serão mais intensos do que em casos onde o hipoestrogenismo se instale de forma lenta e gradual.

Neste segundo caso, as mulheres não sentem grandes sintomas, tendo apenas de ser acompanhadas de forma a prevenir possíveis doenças que podem surgir mais tarde devido ao défice de estrogénio. Já no primeiro caso, as mulheres afetadas sentirão sintomas muito incómodos, que necessitarão de tratamento específico para o seu alívio.

Idade da Menopausa

A idade média com que as mulheres chegam à menopausa é de 51 anos, sendo o intervalo normal entre os 48 e os 55 anos. Contudo, há casos menos comuns onde a menopausa é atingida antes dos 40 anos. Nestes casos diz-se que existe menopausa prematura. Se a menopausa surgir após os 52 anos, fala-se de menopausa tardia.

Tendo em conta que os sintomas da menopausa referem-se à diminuição da produção de estrogénio, essas manifestações não ocorrem apenas na última menstruação ou a partir dessa altura. Assim, esses sintomas podem surgir a partir dos 35 anos, e intensificarem-se à medida que se aproximam da menopausa.

Sintomas da menopausa

Com a progressiva diminuição da produção de estrogénios, e com a gradual aproximação da menopausa, certas alterações começam a ocorrer no corpo. Estas manifestações decorrem antes e após a última menstruação.

– Menstruação irregular (que culmina com a paragem definitiva);
– Depois da menopausa, a menstruação deixa de ocorrer;
– Sensação de ondas de calor, seguidas muitas vezes de suores frios;
– Aumento da sensibilidade e de caroços nos seios;
– Secura dos fluidos vaginais, dificultando o contacto íntimo;
– Dor durante a relação sexual (Dispareunia).
– Aumento na frequência de infecções vaginais e urinárias;
– Enfraquecimento dos músculos do reto;
– Enfraquecimento dos músculos da bexiga e do útero;
– Fadiga;
– Redução da força muscular;
– Dores nas costas;
– Aumento de peso e tendência para aumento de massa gorda na zona abdominal;
– Redução da mobilidade as articulações, aumentando a sua rigidez;
– Aumento da tendência de sofrer de obstipação (prisão de ventre);
– Irritabilidade frequente;
– Depressão;
– Ansiedade;
– Zumbidos na cabeça;
– Pele seca;
– Maior sensibilidade da pele ao calor;
– Aumento da pressão arterial

Diagnóstico

O diagnóstico da menopausa baseia-se principalmente nos sinais e sintomas que a mulher sente. Quando existe dúvida quanto ao prognóstico, então podem ser feitas análises sanguíneas para se analisarem os níveis hormonais.

Relativamente aos sintomas relatados, os médicos utilizam um quadro com os principais sintomas, através do qual se dão pontos consoante a intensidade de cada uma das manifestações. O seu somatório irá definir o tipo de menopausa.

Assim, de acordo com essa tabela, podemos classificar a menopausa em três tipos: leve, moderada ou grave. A menopausa é leve se o somatório for até 19, moderada se ficar entre 20 e 35, e grave de for superior a este último valor.

Como referimos anteriormente, o tratamento irá ser feito de acordo com a gravidade dos sintomas. Há casos onde o desconforto provocado é muito grande, enquanto noutros, os sintomas são leves, não sendo necessário qualquer medicamento.

Tratamento para a menopausa

Existem alguns procedimentos que se podem fazer para diminuir o desconforto causado pela menopausa. Não existe cura, pois não estamos a falar de uma doença, mas sim uma situação natural em qualquer mulher. O tratamento para a menopausa irá assim dividir-se em dois pontos: o primeiro referente a uma reposição hormonal, mais adequada para aquelas mulheres que tiverem uma queda demasiado brusca nos níveis de estrogénio, e uma segunda, relativa a cuidados diários na alimentaçãoexercício e com a pele.

Terapia de reposição hormonal

Este tratamento pretende normalizar os níveis de estrogénio no organismo. Dessa maneira, os sintomas provocados pelo hipoestrogenismo desaparecem. No entanto, esta terapia é sempre limitada a um período de tempo, e tem várias contraindicações, entre as quais para doentes com câncer de mama, historial de infartos, de derrame cerebral, trombose, problemas hepáticos ou respiratórios.

Formas naturais de alívio dos sintomas

– Ondas de calor: toma de suplementos de soja (isoflavona ou lecitina de soja);
– Ondas de calor: submergir os pulsos em água fria ou tomar banho com água fria;
– Secura vaginal: ingestão da planta medicinal Cimifuga Racemosa, conjuntamente com o uso de lubrificante antes da relação sexual;
– Infecções urinárias: ingerir com regularidade chá de uva-ursina;
Bucefaleias: tomar uma chávena de chá forte sem açúcar aquando da dor de cabeça;

Cuidados com a alimentação e exercício físico

Tendo em conta os sintomas provocados com a diminuição significativa da produção de estrogénio, há um conjunto de cuidados alimentares necessários para combater esses sintomas. Assim, deve ser aumentada a ingestão de:

– Alimentos ricos em vitamina E (exemplos: vegetais com folhas verdes, óleo de gérmen de trigo);
– Cálcio (exemplos: laticínios, soja, sardinha);
– Fibras (exemplos: cerebrais integrais, frutas com casca, semente de linhaça);
– Vitaminas (exemplos: frutas).

De resto, deve ser seguida uma alimentação equilibrada, com as devidas proporções de cada grupo de alimentos, seguindo os bons hábitos alimentares. Deverão ser evitados alimentos ricos em gordura, alimentos ácidos, refeições condimentadas, alimentos ricos em açúcar, bebidas alcoólicas, café, alimentos processados, entre outros.

Tendo em conta que, com a menopausa o organismo ganha maior tendência para o aumento de peso, e acumulação de gordura na zona abdominal, torna-se fundamental uma alimentação saudável, equilibrada, e promotora do controlo de peso. Para isso é igualmente essencial a ingestão correta de água e exercício físico adequado à idade e estado de saúde.

Os exercícios mais indicados para esta fase são: Pilates, ioga e hidroginástica. Exercícios de intensidade leve a moderada, promotora do controlo da respiração, e com baixa produção de suor. Devem ser realizados várias vezes por semana, preferencialmente todos os dias. Meia hora diária é o suficiente para queimar as calorias necessárias, e ao mesmo tempo, tonificar os músculos, prevenindo a perda de força muscular.